Comunidade afirma que fluxo de carretas triplicou e cobra medidas urgentes para reduzir os impactos da mineração
Comunidade afirma que fluxo de carretas triplicou e cobra medidas urgentes para reduzir os impactos da mineração
Moradores dos distritos de Antônio Maria Coelho e Porto Esperança, em Corumbá, voltaram a denunciar os impactos causados pelo transporte de minério na região. Segundo relatos, o fluxo de caminhões pesados triplicou nos últimos anos, agravando problemas como poeira, barulho e prejuízos à qualidade de vida da comunidade.
Um dos moradores, o produtor rural Francisco Arruda, afirma que a situação chegou a um ponto insustentável. Após anos convivendo com a poeira vermelha e acumulando prejuízos na propriedade, ele decidiu deixar a zona rural e colocar suas terras à venda.
De acordo com os moradores, medidas que haviam sido prometidas pela mineradora, como a umidificação constante das estradas de terra, deixaram de ser realizadas.
Francisco afirma que a população continua sofrendo diariamente com a poeira provocada pelo transporte de minério e critica o aumento no número de carretas enquanto a solução definitiva ainda não foi implantada.
Diante da situação, os moradores marcaram uma reunião para o mês de agosto com o objetivo de discutir uma ação coletiva de indenização por danos ambientais e morais.
A empresa LHG Mining prevê a construção de um Transportador de Correia de Longa Distância (TCLD) como alternativa para eliminar o transporte de minério por caminhões nas estradas vicinais.
O projeto contempla uma estrutura de aproximadamente 12 quilômetros, que ligará a área de beneficiamento da Mina de Santa Cruz ao sistema ferroviário. Segundo a empresa, a iniciativa reduzirá a circulação de carretas, diminuindo a poeira e os impactos ambientais na região. Além disso, o empreendimento faz parte da expansão da produção de minério, que deve passar de 12 milhões para 25 milhões de toneladas por ano.
Conforme o cronograma apresentado no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), a nova estrutura deverá estar concluída até o segundo semestre de 2027.
No entanto, quem vive na região demonstra ceticismo quanto ao prazo e teme continuar convivendo com a poeira e o intenso tráfego de caminhões até que a obra seja finalizada.
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29/05/2025
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