Apesar da interrupção temporária da aplicação da Butantan-DV, autoridades de saúde afirmam que não há registros de reações graves em Mato Grosso do Sul e mantêm a vacinação com a QDenga.
Apesar da interrupção temporária da aplicação da Butantan-DV, autoridades de saúde afirmam que não há registros de reações graves em Mato Grosso do Sul e mantêm a vacinação com a QDenga.
A suspensão preventiva da vacina Butantan-DV pelo Ministério da Saúde levou as autoridades sanitárias de Mato Grosso do Sul a intensificarem o monitoramento de mais de 7 mil pessoas imunizadas com o produto. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), dos 7.333 vacinados, 137 apresentaram reações adversas consideradas leves, sem registros de casos graves no Estado.
Em Campo Grande, onde foram aplicadas 1.033 doses da vacina, foram notificadas 56 ocorrências de efeitos adversos, como dor e vermelhidão no local da aplicação, além de mal-estar passageiro. Conforme a SES, todos os casos seguem sendo acompanhados dentro dos protocolos do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
A suspensão da Butantan-DV foi anunciada após o registro de reações graves em outras regiões do país. No entanto, as autoridades estaduais reforçam que a decisão não altera a estratégia de enfrentamento à dengue em Mato Grosso do Sul, já que a imunização continua sendo realizada com a vacina QDenga, destinada a adolescentes de 10 a 14 anos.
Dados da SES apontam que o Estado recebeu mais de 241 mil doses da QDenga, das quais cerca de 223 mil já foram aplicadas. A cobertura vacinal da primeira dose alcança 73,79%, enquanto a segunda dose chega a 44,34% do público-alvo.
Além da vacinação, o combate à dengue permanece baseado em ações de vigilância epidemiológica, controle do mosquito Aedes aegypti, assistência aos pacientes e campanhas de conscientização para eliminação de criadouros.
Enquanto isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou um grupo de trabalho para aprofundar a análise sobre a segurança da Butantan-DV. O objetivo é reunir evidências científicas e avaliar a relação entre os eventos adversos registrados e o imunizante antes de futuras decisões regulatórias.
Para quem já recebeu a vacina antes da suspensão, a orientação das autoridades de saúde é manter a tranquilidade, mas observar possíveis sintomas durante os 21 dias seguintes à aplicação. Em caso de febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, sonolência excessiva ou sinais de desidratação, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.
Após série de roubos, moradores de Ladário criam rede de segurança comunitária
29/05/2025
Nenhum Comentário