Saídas de Bia Cavassa e Chicão Vianna das secretarias municipais seguem exigência legal, mas ambos permanecem em seus mandatos e podem disputar eleições em 2026
Saídas de Bia Cavassa e Chicão Vianna das secretarias municipais seguem exigência legal, mas ambos permanecem em seus mandatos e podem disputar eleições em 2026
O Diário Oficial do Município de Corumbá desta terça-feira (31) confirmou as exonerações da vice-prefeita e do secretário municipal, em um movimento que já vinha sendo observado nos bastidores políticos locais.
Conforme publicação oficial, foi exonerada do cargo de secretária municipal de Assistência Social e Cidadania a vice-prefeita Bia Cavassa, assim como foi formalizada a exoneração de Chicão Vianna da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Sustentável .
As exonerações, ambas a pedido, passam a produzir efeitos a partir de 1º de abril de 2026.
Do ponto de vista jurídico, a saída da secretaria atende diretamente à exigência da legislação eleitoral, que impõe o afastamento de cargos administrativos até seis meses antes do pleito para quem pretende disputar eleição.
Mesmo com a exoneração, Bia Cavassa permanece no cargo de vice-prefeita, não havendo necessidade de renúncia para eventual candidatura a deputada federal.
Nesse cenário, a medida permite que ela mantenha visibilidade institucional e, ao mesmo tempo, fique apta a disputar o pleito, caso a decisão política se confirme.
Ainda assim, sua candidatura não é tratada como definida. A indefinição partidária, especialmente diante do enfraquecimento do PSDB no estado, segue como fator central para qualquer avanço nesse sentido.
No caso de Chicão Vianna, a exoneração da secretaria também o recoloca integralmente na condição de vereador, cargo para o qual foi eleito.
A movimentação, do ponto de vista eleitoral, abre espaço para eventual candidatura em 2026. No entanto, diferentemente de outros cenários, sua situação envolve uma complexidade adicional.
Nos bastidores, há a possibilidade de alinhamento político com o Partido Verde, acompanhando articulações que envolvem lideranças estaduais e a federação composta por PT, PV e PCdoB.
Entretanto, como detentor de mandato de vereador pelo PSB, eventual mudança de partido fora da janela partidária implicaria risco direto de perda do mandato.
Na prática, isso significa que, para viabilizar essa mudança, Chicão Vianna teria que abrir mão do cargo de vereador, o que torna a decisão politicamente mais sensível e juridicamente mais arriscada.
As exonerações confirmadas no Diário Oficial refletem um movimento mais amplo observado em Mato Grosso do Sul, onde mudanças em secretarias e articulações partidárias começam a se intensificar com a aproximação do calendário eleitoral.
Nesse contexto, lideranças como o ex-governador Reinaldo Azambuja e o governador Eduardo Riedel devem conduzir um processo de reorganização política no estado, com impactos diretos nas definições locais.
A oficialização das exonerações marca, na prática, o início de um novo ciclo político em Corumbá.
Enquanto Bia Cavassa passa a reunir condições legais para uma eventual candidatura, Chicão Vianna enfrenta um cenário mais complexo, no qual qualquer movimentação partidária envolve riscos concretos ao seu mandato.
Nos dois casos, as decisões passam a depender menos da legislação — já atendida — e mais das articulações políticas que devem se intensificar nos próximos meses.
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