Programa da Cidade Dom Bosco já acompanhou cerca de 2,6 mil crianças e adolescentes e mantém atualmente 178 beneficiários com o apoio de 300 benfeitores.
Programa da Cidade Dom Bosco já acompanhou cerca de 2,6 mil crianças e adolescentes e mantém atualmente 178 beneficiários com o apoio de 300 benfeitores.
Criado pelo padre Ernesto Sassida na década de 1960, o programa Adoção à Distância mantém há mais de seis décadas uma rede de apadrinhamento entre famílias europeias e crianças e adolescentes atendidos pela Cidade Dom Bosco, em Corumbá. A iniciativa oferece acompanhamento e apoio às famílias por meio de contribuições destinadas a ações educacionais, sociais, profissionais e de saúde.
Desde sua criação, o programa já acompanhou aproximadamente 2.610 crianças e adolescentes. Atualmente, 178 são apadrinhados, com o apoio de 300 padrinhos e madrinhas: 170 residentes na Itália, 100 na Eslovênia e 30 na Espanha. Podem participar como afilhados crianças a partir dos seis anos.
Segundo Juliane Mendes, responsável pelo programa, parte dos vínculos permanece ativa por várias gerações. Há casos em que filhos, netos ou bisnetos assumem o compromisso iniciado por seus familiares. O apadrinhamento mais antigo ainda vigente ultrapassa 35 anos, enquanto alguns benfeitores contribuíram por cerca de seis décadas.
A entrada de novos participantes também continua. A adesão mais recente ocorreu cerca de um mês antes da divulgação das informações, durante uma visita de voluntários à Cidade Dom Bosco.
A escolha das crianças e dos adolescentes segue critérios definidos pela instituição. Após a seleção, os dados dos possíveis afilhados são enviados a Laura Anselmi, sobrinha do padre Ernesto Sassida e responsável pelo programa na Itália.
Laura apresenta os perfis aos interessados, que escolhem quem desejam apadrinhar. O contato é mantido principalmente por e-mail e WhatsApp, geralmente em aniversários e datas comemorativas. Alguns benfeitores, porém, fazem um acompanhamento mensal.
Todos os anos, os participantes passam por um recadastramento. As famílias comparecem à instituição, onde são feitas novas fotografias e produzidas cartas manuscritas para os padrinhos. Também são enviados o boletim escolar e um relatório com informações sobre estudos, cursos, composição familiar e mudanças na rotina.
Uma das participantes europeias, a italiana Susy, visitou recentemente a Cidade Dom Bosco e conheceu pessoalmente seus afilhados, Murilo Brayan e Alanna Auxiliadora, após anos de contato a distância. Durante o encontro, ela entregou presentes trazidos da Itália.
Os valores das contribuições variam conforme a disponibilidade de cada padrinho ou madrinha. Os recursos são reunidos pela Cidade Dom Bosco e distribuídos de maneira igualitária no atendimento às famílias.
O apoio pode financiar cursos e oficinas de geração de renda para os responsáveis, além de cestas básicas, vale-gás e despesas de saúde. Crianças e adolescentes participam de atividades socioeducativas e, a partir dos 14 anos, podem ingressar em cursos de iniciação e qualificação profissional.
Segundo as informações divulgadas pela instituição, o programa contribuiu, ao longo de sua história, para o acesso à educação, a conclusão de cursos superiores e a entrada de participantes no mercado de trabalho.
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