Com a aproximação do prazo de desincompatibilização, Mato Grosso do Sul já registra alterações administrativas e articulações partidárias que começam a impactar também o cenário político de Corumbá
Com a aproximação do prazo de desincompatibilização, Mato Grosso do Sul já registra alterações administrativas e articulações partidárias que começam a impactar também o cenário político de Corumbá
A aproximação das eleições de 2026 já provoca movimentações em diversas frentes no Mato Grosso do Sul. Em diferentes municípios e também no âmbito estadual, observa-se um processo gradual de substituições em secretarias, reposicionamentos administrativos e intensificação das articulações partidárias.
Esse cenário está diretamente relacionado ao prazo de desincompatibilização previsto na Lei Complementar nº 64/1990, que exige o afastamento de agentes públicos que pretendem disputar cargos eletivos.
Ao mesmo tempo, partidos políticos passam por ajustes internos, buscando reorganizar suas chapas e alianças. Trata-se de um movimento amplo, não concentrado em um único grupo ou decisão específica, mas sim resultado da soma de fatores eleitorais, jurídicos e estratégicos que passam a ganhar relevância com a proximidade do calendário eleitoral.
Nesse contexto, lideranças como o ex-governador Reinaldo Azambuja e o governador Eduardo Riedel tendem a atuar na condução desse processo de reorganização, buscando dar coesão política ao grupo e viabilidade eleitoral às futuras candidaturas.
Em Corumbá, o cenário acompanha essa movimentação mais ampla, mas com particularidades próprias.
A vice-prefeita Bia Cavassa, que também ocupa a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, passa a figurar entre os nomes observados diante do prazo de desincompatibilização.
Nos bastidores, é cogitada sua saída da secretaria dentro do prazo legal, caso opte por disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. A legislação exige o afastamento do cargo administrativo até seis meses antes da eleição, não sendo necessária a renúncia ao mandato de vice-prefeita.
A eventual candidatura, no entanto, ainda não está definida. Nesse ponto, o cenário estadual influencia diretamente a realidade local.
A saída de Dagoberto Nogueira do PSDB, somada à possível saída de Geraldo Resende e ao movimento já consolidado de Beto Pereira, enfraquece a estrutura da sigla para a disputa de deputado federal.
Esse esvaziamento impacta diretamente a viabilidade de candidaturas vinculadas ao partido, incluindo o cenário de Bia Cavassa, que passa a depender de definições partidárias e de eventuais reorganizações políticas para viabilizar uma disputa competitiva.
Outro nome que surge no contexto das movimentações políticas locais é o vereador Chicão Vianna, atualmente licenciado do Legislativo e à frente da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Sustentável.
Nos bastidores, há especulações sobre uma possível aproximação com o Partido Verde, acompanhando articulações que envolvem o ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad, que pode migrar do PDT para a federação formada por Federação PT/PV/PCdoB.
Entretanto, a eventual mudança de partido por parte de Chicão Vianna enfrenta um obstáculo jurídico relevante. Como detentor de mandato de vereador pelo PSB, a troca de sigla fora da janela partidária pode resultar na perda do mandato, exigindo, na prática, a renúncia ao cargo eletivo.
Esse fator torna a movimentação mais complexa e, neste momento, de difícil concretização.
O cenário político em Mato Grosso do Sul já apresenta sinais claros de reorganização, impulsionados pela proximidade do calendário eleitoral.
Em Corumbá, as possíveis movimentações envolvendo Bia Cavassa e Chicão Vianna refletem esse ambiente, no qual decisões administrativas, limitações jurídicas e articulações partidárias passam a se entrelaçar.
A tendência é que, com o avanço dos prazos legais, essas definições se tornem mais concretas, consolidando candidaturas e redefinindo o cenário político local e estadual.
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