Após a reeleição de Lula, deputado estadual defende fortalecimento do PT nos municípios e critica alianças com grupos que poderão ser adversários em 2030.
Após a reeleição de Lula, deputado estadual defende fortalecimento do PT nos municípios e critica alianças com grupos que poderão ser adversários em 2030.
O deputado estadual Zeca do PT defendeu uma mudança na estratégia política do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul, com foco nas eleições municipais de 2028. A proposta é ampliar o número de candidaturas próprias, formar novas lideranças e reduzir a dependência de alianças com grupos políticos adversários.
As declarações foram divulgadas nesta terça-feira (3) pelo portal Investiga MS, em reportagem assinada pelo jornalista Wendell Reis.
A movimentação ocorre após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tem como pano de fundo a influência política do ex-governador e senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) sobre administrações municipais e lideranças partidárias do Estado.
PT deve buscar protagonismo nas eleições municipais
Zeca defende que o partido comece imediatamente a organizar seus diretórios e preparar candidatos para as eleições de 2028.
O parlamentar criticou a participação do PT em alianças com lideranças que poderão integrar campos políticos adversários na eleição presidencial de 2030.
A posição representa uma defesa de maior autonomia partidária, especialmente em municípios onde o PT participa de composições eleitorais sem apresentar candidatos próprios ao Executivo.
Formação de lideranças e chapas de vereadores
Para o ex-governador, a reorganização partidária não deve se limitar à disputa pelas prefeituras.
Zeca considera indispensável a formação de chapas competitivas para as câmaras municipais, entendendo que a presença de vereadores e lideranças locais é fundamental para ampliar a participação do partido.
A estratégia exigirá articulação com diretórios, identificação de novos nomes e construção antecipada de projetos municipais.
Influência de Reinaldo entra no debate
As declarações também colocam em discussão a influência política de Reinaldo Azambuja em Mato Grosso do Sul.
O ex-governador, eleito senador em outubro de 2026, integra o PL e mantém relações políticas com prefeitos, parlamentares e lideranças municipais.
Na avaliação de Zeca, o PT precisa construir uma estrutura própria para disputar espaços atualmente ocupados por grupos adversários.
Isso não significa, entretanto, que exista uma decisão formal do partido de romper todas as alianças municipais.
As futuras candidaturas e coligações dependerão das deliberações partidárias e das circunstâncias políticas de cada cidade.
E Corumbá?
Em Corumbá, a discussão poderá repercutir nas articulações para as eleições municipais de 2028.
A defesa de candidaturas próprias, caso seja adotada pelo diretório estadual do PT, exigirá que as lideranças locais avaliem a formação de chapas proporcionais e a possibilidade de apresentar um nome à Prefeitura.
Por enquanto, não há confirmação de candidatura própria do PT em Corumbá decorrente das declarações de Zeca.
O debate ainda está em fase de posicionamento político e organização partidária.
Eleições de 2028 já entram na agenda
Embora as próximas eleições municipais estejam previstas apenas para 2028, as manifestações de Zeca demonstram que as discussões sobre candidaturas e alianças já começaram.
O desafio apresentado pelo deputado é transformar a presença política do PT no Estado em candidaturas municipais, reduzindo a dependência de composições eleitorais com outros grupos.
A efetiva adoção dessa estratégia dependerá das decisões internas do partido e da capacidade de organização em cada município.
Fonte: Investiga MS — Wendell Reis, 3 de novembro de 2026. Informações complementares: Jornal do Estado MS e Contraponto MS.
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