Diferente da disputa de 2022, atual governador enfrenta pré-candidaturas com menor densidade eleitoral e aparece com ampla vantagem nas pesquisas
Diferente da disputa de 2022, atual governador enfrenta pré-candidaturas com menor densidade eleitoral e aparece com ampla vantagem nas pesquisas
O cenário político para a eleição ao Governo de Mato Grosso do Sul em 2026 começa a se desenhar de forma muito mais favorável ao governador Eduardo Riedel (PP) do que foi a disputa de 2022.
Na eleição passada, Riedel enfrentou adversários de forte expressão política, administrativa e eleitoral, como o ex-governador André Puccinelli (MDB), a ex-vice-governadora Rose Modesto (União Brasil), o ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) e o então deputado Capitão Contar (PRTB), que acabou levando a disputa para o segundo turno.
Agora, embora o número de pré-candidatos possa novamente ser elevado, a avaliação nos bastidores políticos é de que o peso eleitoral dos nomes colocados até o momento é consideravelmente menor.
Entre os nomes apresentados, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) aparece como o adversário com maior densidade política e currículo eleitoral mais robusto. Advogado e parlamentar por três mandatos consecutivos, Fábio possui trajetória consolidada na política sul-mato-grossense e mantém bom nível de conhecimento popular.
Os demais pré-candidatos ainda tentam ampliar espaço político estadual. João Henrique Catan (Novo) vem consolidando presença entre setores mais ideológicos da direita, enquanto nomes como Economista Renato (DC), Jeferson Bezerra (Agir) e Lucien Rezende (PSOL) ainda possuem menor alcance eleitoral em comparação aos principais concorrentes de 2022.
Além disso, pesquisas divulgadas nos últimos meses mostram Eduardo Riedel liderando com ampla vantagem em praticamente todos os cenários testados. Levantamentos apontam inclusive possibilidade de vitória em primeiro turno, algo que não era observado no início da corrida eleitoral de 2022.
Outro fator que fortalece o atual governador é o índice positivo de aprovação administrativa. Pesquisa divulgada pelo Campo Grande News/Novo Ibrape apontou avaliação positiva superior a 70% do governo estadual.
Quem ainda aparece como possibilidade para a disputa é o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD). Apesar da experiência política e do histórico de cargos importantes — incluindo Senado e Ministério de Minas e Energia —, Delcídio enfrenta forte desgaste político acumulado nos últimos anos.
O ex-senador teve a imagem diretamente associada aos episódios da Operação Lava Jato, especialmente após sua prisão em 2015, em investigação relacionada à tentativa de obstrução das investigações.
Além disso, aliados avaliam que a recente derrota eleitoral em Corumbá, sua principal base política histórica, enfraqueceu ainda mais uma eventual construção estadual.
Nos bastidores, lideranças políticas observam que, diferente da eleição passada, quando havia um ambiente de maior equilíbrio e fragmentação competitiva, o cenário atual coloca Eduardo Riedel em posição muito mais confortável na largada para 2026.
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