Cidades costeiras registram estrondos; autoridades iranianas acusam Israel e EUA, enquanto militares americanos e israelenses negam autoria.
Cidades costeiras registram estrondos; autoridades iranianas acusam Israel e EUA, enquanto militares americanos e israelenses negam autoria.
A tensão voltou a subir no Oriente Médio após relatos de novas explosões em duas cidades costeiras do Irã na noite desta quinta-feira (9), no horário local. Os estrondos foram confirmados tanto por agências de notícias oficiais quanto por canais semioficiais do governo iraniano.
Na cidade portuária de Konarak, localizada em uma região estratégica no Golfo de Omã, moradores ouviram três explosões consecutivas. Até o momento, as autoridades locais não divulgaram informações sobre o que teria provocado os barulhos ou se houve danos materiais na região.
Já na cidade de Bushehr, situada na porção sul do país, outra explosão foi registrada. Segundo Ehsan Jahanian, vice-governador de segurança da província, uma base militar nos arredores do município foi atingida por \projéteis inimigos\. O político afirmou que os sistemas de defesa aérea do Irã reagiram imediatamente ao ataque e atribuiu a ação a forças israelenses e americanas. Detalhes sobre estragos ou potenciais vítimas não foram fornecidos.
Do lado de fora, a versão é contestada. Procurado pela reportagem, um oficial das Forças Armadas dos Estados Unidos garantiu à CNN que o país não estava conduzindo nenhuma operação militar ou ataque na região naquele momento. Na mesma linha, representantes do governo de Israel declararam publicamente que não têm conhecimento de qualquer envolvimento do país nas explosões ocorridas em território iraniano.
O clima de desconfiança mútua também afeta rotas comerciais valiosas. A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã criticou a postura de Washington, afirmando que as recentes intervenções americanas para redirecionar o tráfego de navios estão atrapalhando a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, uma das vias marítimas mais importantes do mundo.
Em comunicado, os militares iranianos alertaram que qualquer embarcação precisa de autorização expressa de sua frota para navegar por ali e prometeram uma \resposta esmagadora\ caso os EUA voltem a interferir nas rotas locais.
Apesar do cenário alarmante, os bastidores diplomáticos tentam evitar o pior. Fontes da região confirmaram que diplomatas do Catar e do Paquistão — que já haviam costurado um acordo provisório entre Teerã e Washington em junho — lideram um esforço de mediação internacional para tentar trazer os dois países de volta à mesa de negociações.
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29/05/2025
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