Operários brasileiros e paraguaios enfrentaram distância da família e condições extremas para concluir a maior obra da Rota Bioceânica
Operários brasileiros e paraguaios enfrentaram distância da família e condições extremas para concluir a maior obra da Rota Bioceânica
Muito além do concreto e do aço, a Ponte Bioceânica, que liga Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai, também foi construída com histórias de dedicação, saudade e superação. Durante quatro anos, centenas de trabalhadores deixaram suas famílias para participar de uma das obras mais importantes da integração logística da América do Sul.
Engenheiros, soldadores e operários vindos de diferentes regiões do Brasil e do Paraguai enfrentaram longas jornadas de trabalho, temperaturas extremas e a rotina em alojamentos para tornar a ponte realidade.
O engenheiro paraguaio Kevin Larrea conta que o maior obstáculo não foi técnico, mas emocional: ficar a cerca de 800 quilômetros da família durante os três anos em que trabalhou na obra. Apesar da distância, ele manteve contato constante com os familiares e define a experiência como um marco na carreira.
Entre os trabalhadores está o soldador sergipano Valdileno Batista dos Santos, que já participou da construção da ponte entre o Brasil e a Guiana Francesa.
Em Porto Murtinho, além do trabalho, precisou se adaptar ao idioma, à cultura local e aos costumes paraguaios. Agora, com a obra na reta final, ele já se prepara para seguir para um novo desafio em Sergipe.
Segundo o Consórcio Binacional PYBRA, cerca de 460 trabalhadores atuaram simultaneamente no auge da construção, e aproximadamente 80% vieram de outras cidades.
Outro destaque foi o histórico de segurança: a obra foi concluída sem acidentes graves, resultado considerado um dos principais motivos de orgulho para a equipe.
Com 1.294 metros de extensão, a Ponte Bioceânica está na fase final de acabamentos. A estrutura terá capacidade inicial para receber cerca de 250 caminhões por dia e será peça-chave da Rota Bioceânica, corredor logístico que ligará o Centro-Oeste brasileiro aos portos do Oceano Pacífico, passando por Paraguai, Argentina e Chile.
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29/05/2025
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