Senadora de Mato Grosso do Sul confirmou que já iniciou conversas sobre a sucessão de Davi Alcolumbre e afirmou que pretende deixar um legado para as mulheres na política brasileira.
Senadora de Mato Grosso do Sul confirmou que já iniciou conversas sobre a sucessão de Davi Alcolumbre e afirmou que pretende deixar um legado para as mulheres na política brasileira.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) manifestou publicamente o desejo de se tornar a primeira mulher eleita para a presidência do Senado Federal. A declaração foi feita nesta segunda-feira (12), durante entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, e coloca a representante de Mato Grosso do Sul nas discussões sobre o comando de uma das instituições mais importantes da República a partir de 2027.
Ex-ministra da Agricultura e atualmente líder do Progressistas no Senado, Tereza Cristina revelou que já conversou com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre seu interesse em ocupar o cargo.
“Eu sempre disse que gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado”, afirmou a parlamentar.
A senadora destacou que a possibilidade de assumir a presidência também possui um significado pessoal e histórico. Como está na metade de seu mandato, iniciado em 2023, ela afirmou que ainda não sabe se disputará uma nova eleição ao Senado e que deseja marcar sua passagem pela instituição.
“Eu gostaria de deixar um legado, principalmente para as mulheres”, declarou.
Disputa pelo comando do Senado
Apesar de tornar pública sua pretensão, Tereza Cristina ponderou que ainda não existe uma candidatura formalmente definida. Segundo ela, a escolha dependerá das articulações entre os partidos e da composição política do Senado na legislatura que terá início em fevereiro de 2027.
A parlamentar confirmou que já comunicou a Davi Alcolumbre seu interesse em sucedê-lo, mas esclareceu que ambos ainda não discutiram diretamente uma eventual disputa entre si.
Outro nome presente nas negociações é o senador Rogério Marinho (PL-RN), que também demonstra interesse na presidência da Casa. Tereza Cristina reconheceu sua proximidade política com Marinho e afirmou que, por integrar o campo de centro-direita, mantém maior alinhamento com o parlamentar potiguar.
O resultado da eleição presidencial de 2026 e a formação de alianças no Congresso também deverão influenciar as negociações pela futura Mesa Diretora.
A presidência do Senado é escolhida pelos próprios senadores para um mandato de dois anos. Além de comandar os trabalhos legislativos, o ocupante do cargo também exerce a presidência do Congresso Nacional, tendo papel relevante nas relações entre os Poderes.
Uma conquista inédita para as mulheres
Em quase dois séculos de existência, o Senado brasileiro nunca elegeu uma mulher para a presidência da Casa.
Embora parlamentares mulheres já tenham exercido temporariamente a função, nenhuma foi escolhida como presidente titular. Em 2010, a então senadora Serys Slhessarenko, de Mato Grosso, presidiu o Senado por dois dias. Já em 2021, Simone Tebet, também de Mato Grosso do Sul, disputou a presidência da instituição, mas não venceu a eleição.
A eventual escolha de Tereza Cristina representaria, portanto, um marco histórico para a participação feminina na política nacional.
Mato Grosso do Sul no centro das articulações
Natural de Campo Grande, Tereza Cristina construiu sua trajetória política com atuação destacada nas pautas ligadas ao agronegócio. Foi deputada federal e ministra da Agricultura antes de conquistar uma cadeira no Senado nas eleições de 2022.
Seu mandato atual se estende até 2031, o que lhe permite participar da eleição para a Mesa Diretora em 2027 sem precisar disputar uma nova vaga no Senado.
Caso consiga reunir o apoio necessário para chegar ao comando da instituição, a parlamentar poderá protagonizar um feito inédito, colocando Mato Grosso do Sul em posição de destaque na história política brasileira.
Por enquanto, a senadora mantém a intenção de disputar o cargo, mas ressalta que a decisão dependerá do diálogo e dos acordos políticos construídos nos próximos meses.
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