Áreas entre Brasil e Bolívia seguem sob monitoramento enquanto risco de novos incêndios permanece elevado
Áreas entre Brasil e Bolívia seguem sob monitoramento enquanto risco de novos incêndios permanece elevado
Mesmo após autoridades da Bolívia informarem que uma frente de incêndio foi controlada na região de Puerto Busch, imagens de satélite continuam mostrando quatro focos de fogo ativos na fronteira entre Brasil e Bolívia, na região de Corumbá, no Pantanal.
O monitoramento é realizado pelo Painel do Fogo, sistema do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), que utiliza imagens de satélite para acompanhar a localização e a evolução dos incêndios. As quatro ocorrências estão concentradas entre Forte Coimbra e o Parque Nacional Pantanal de Otuquis, somando uma área de influência de aproximadamente 13,7 mil hectares. Esse número representa a região monitorada pelo sistema e não, necessariamente, a área já atingida pelas chamas.
Segundo os dados, um dos incêndios começou na madrugada de 16 de julho e chegou a registrar 66 focos de calor. Com o passar dos dias, a intensidade diminuiu, mas o fogo ainda segue ativo. Outros três eventos também continuam sendo monitorados, com dezenas de focos registrados nos últimos dias.
Na Bolívia, militares foram mobilizados para impedir que o incêndio atingisse instalações portuárias e industriais em Puerto Busch. As equipes conseguiram conter o avanço das chamas na área, mas permanecem em alerta para evitar novos focos.
Especialistas alertam que as condições climáticas continuam favorecendo a propagação do fogo. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam risco máximo de incêndios em grande parte da região, devido ao tempo seco, às altas temperaturas e à baixa umidade do ar. O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul segue atuando no combate às chamas na região de Forte Coimbra.
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