Seis campeões nacionais vivem início irregular e terão seis rodadas decisivas antes da pausa para a Copa do Mundo
Seis campeões nacionais vivem início irregular e terão seis rodadas decisivas antes da pausa para a Copa do Mundo
Com 27 títulos brasileiros somados, seis dos clubes mais tradicionais do país vivem um cenário preocupante neste início de Brasileirão em 2026. Atlético-MG, Grêmio, Internacional, Santos, Cruzeiro e Corinthians patinam nas primeiras rodadas e correm risco real de mergulhar, ou permanecer, na zona de rebaixamento antes da pausa para a Copa do Mundo. Com 18 pontos ainda em disputa, o diagnóstico é claro: cada equipe precisa corrigir falhas específicas para evitar uma crise maior.
O Corinthians apresenta um dilema evidente. Defensivamente, o time figura entre os melhores do campeonato, com apenas 11 gols sofridos em 12 jogos (média de 0,92), ficando apenas atrás dos líderes, Palmeiras e Flamengo.
O problema está do meio para frente. A equipe tem o pior ataque da competição, com apenas oito gols marcados (0,67 por jogo), reflexo direto da baixa produção ofensiva: são apenas 9,8 finalizações por partida, a menor média do Brasileirão.
Além disso, a eficiência é alarmante, um gol a cada 14,6 tentativas, e o time também lidera negativamente em finalizações no alvo (2,9 por jogo) e chutes dentro da área (5,3). Para sair do Z4, o Corinthians precisa aumentar volume e qualidade ofensiva com urgência.
O Cruzeiro vive o problema inverso, já que seu ataque é competitivo, mas a defesa compromete. Com 21 gols sofridos (média de 1,75), a equipe tem uma das piores defesas do campeonato, ficando à frente apenas dos lanternas, Chapecoense e Remo, e do Botafogo.
O dado mais preocupante é a baixa resistência defensiva: o time sofre um gol a cada 5,8 finalizações adversárias, praticamente metade da eficiência dos líderes. Fora de casa, o cenário é ainda mais crítico: média de 2,8 gols sofridos por jogo e nenhuma vitória.
Curiosamente, o time não é tão pressionado: permite apenas 10,1 finalizações por jogo, uma das menores marcas da liga. O problema está na qualidade das chances cedidas e na fragilidade nas conclusões adversárias. Ajustar esse desequilíbrio é essencial para reagir.
O Santos até mantém um ataque razoável (16 gols), mas sofre com uma defesa vulnerável. Já foram 19 gols sofridos, com média de 1,58 por partida.
O maior problema está fora de casa. O time ainda não venceu como visitante e apresenta queda brusca na resistência defensiva: sofre um gol a cada 5,7 finalizações fora, praticamente metade do desempenho como mandante.
A indisciplina também pesa: são 42 cartões amarelos, maior número da competição, evidenciando dificuldades na marcação. Para se afastar do Z4, o Santos precisa urgentemente estabilizar seu sistema defensivo, principalmente longe da Vila Belmiro.
O Internacional vive uma situação difícil de explicar. É o pior mandante do campeonato, com apenas uma vitória em sete jogos, mas apresenta desempenho sólido como visitante.
Dentro de casa, o problema é a ineficiência ofensiva: precisa de 21,2 finalizações para marcar um gol, tendo a pior marca do Brasileirão. Isso apesar de produzir bastante (15,1 chutes por jogo).
Defensivamente, também deixa a desejar em seus domínios, com baixa resistência (um gol sofrido a cada 7,6 finalizações). O caminho para reação passa por transformar volume ofensivo em gols e fortalecer a defesa no Beira-Rio.
O Grêmio constrói sua campanha em casa, onde ainda está invicto e apresenta bom desempenho ofensivo. O problema está fora: nenhuma vitória como visitante, apenas quatro gols marcados em sete jogos e média de 0,57 por partida.
A equipe finaliza pouco fora de casa (8,9 vezes por jogo) e tem baixa eficiência (um gol a cada 15,5 tentativas). Apesar disso, defensivamente não destoa tanto dos líderes, o problema maior é ofensivo.
Para reagir, o Grêmio precisa se tornar mais agressivo longe de seus domínios e aumentar a produção ofensiva.
O Atlético-MG tem um dos maiores volumes ofensivos da competição (13,4 finalizações por jogo), mas peca na eficiência: um gol a cada 12,4 tentativas, número bem inferior ao dos líderes.
Fora de casa, a situação piora drasticamente: a eficiência cai para um gol a cada 19 finalizações. Além disso, apenas 33% dos chutes vão no alvo, índice abaixo dos principais concorrentes.
Defensivamente, os números não são desastrosos (15 gols sofridos), mas também não compensam o ataque pouco efetivo. Para subir na tabela, o Atlético precisa transformar volume em gols, um problema recorrente nas últimas temporadas.
MSN
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