forte queda nas temperaturas em várias regiões do Brasil, com previsão de frio intenso
forte queda nas temperaturas em várias regiões do Brasil, com previsão de frio intenso
Mato Grosso do Sul já se prepara para a primeira frente fria do inverno, prevista para começar no domingo. A nova massa de ar frio deve ganhar força ao longo da próxima semana e pode levar municípios do sul, sudoeste e fronteira a mínimas entre 4°C e 9°C.
Mato Grosso do Sul amanheceu nesta quinta-feira (18) com temperaturas amenas em várias regiões e sensação térmica bem mais baixa em Campo Grande. Na Capital, os termômetros marcaram 17,4°C, mas a sensação térmica foi de 9,9°C.
A chegada do inverno no próximo domingo (21) deve ser marcada por uma forte queda nas temperaturas em várias regiões do Brasil, com previsão de frio intenso e marcas abaixo de 0°C no Sul e em áreas do Sudeste durante o mês de julho.
Segundo a Climatempo, a estação começará sob influência de uma frente fria intensa, associada a uma massa de ar polar que deve avançar pelo país nas primeiras semanas do inverno.
O sistema deve provocar a primeira onda de frio da estação e derrubar os termômetros no Sul, em áreas do Sudeste e também no Centro-Oeste. A previsão indica ainda um novo episódio de friagem em Rondônia, no Acre e no sul do Amazonas.
Uma das massas polares mais fortes esperadas para julho pode levar o ar frio até regiões de Goiânia e Brasília, além do norte de Minas Gerais e do extremo sul da Bahia. O avanço do frio, portanto, não deve ficar restrito às áreas tradicionalmente mais geladas do país.
Apesar do início marcado por temperaturas baixas, o inverno também deve ter episódios de calor intenso ao longo da estação. A influência do El Niño 2026/2027 tende a ganhar força e pode provocar ondas de calor principalmente no final do período.
De acordo com a Climatempo, o fenômeno tem grande probabilidade de atingir intensidade forte ou muito forte. A projeção indica que o El Niño 2026/2027 pode figurar entre os eventos mais intensos observados desde 1950.
Em agosto, picos de calor intenso podem ocorrer no Centro-Oeste e no Sudeste. No Norte e no Nordeste, a tendência é de dias muito quentes durante a estação. Em setembro, aumenta o risco de ondas de calor atingirem áreas do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.
Mesmo com a possibilidade de extremos, a temperatura média do inverno deve permanecer próxima dos padrões históricos no Sul do país. A mesma tendência é esperada em grande parte de Mato Grosso do Sul, São Paulo, centro-sul e leste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Já em amplas áreas do Centro-Oeste, do Nordeste e do Norte, a expectativa é de temperaturas acima da média para o período. A previsão indica calor mais persistente no sul e leste do Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, oeste da Bahia, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso.
O avanço do El Niño também deve modificar o padrão de chuvas em várias regiões do país durante o inverno. No Sul, a tendência é de aumento da instabilidade atmosférica, com maior atuação ou formação de frentes frias sobre a região.
Como consequência, episódios de chuva forte, temporais e ventos intensos podem se tornar mais frequentes ao longo da estação. A previsão aponta precipitação acima da média nos três estados do Sul.
O sudoeste do Paraná aparece como uma das áreas de maior destaque, com possibilidade de acumulados muito acima dos valores normalmente registrados para o inverno. O cenário reforça a necessidade de atenção a eventos de chuva volumosa e tempo severo.
No Sudeste e no Centro-Oeste, regiões que costumam atravessar boa parte do inverno sob predomínio de tempo seco, também são esperados episódios de chuva fora do padrão. A tendência é que a estação termine com volumes ligeiramente acima da média em grande parte dessas duas regiões.
A previsão também favorece mais chuva no centro-sul de Mato Grosso do Sul e em áreas do oeste, centro-sul e leste de São Paulo. No Norte, Acre, Rondônia e sul do Amazonas devem registrar precipitações acima do normal para a época.
No Nordeste, por outro lado, o padrão típico de tempo seco e quente deve prevalecer. Na faixa leste da região, a expectativa é de chuva abaixo da média em julho, mês que ainda costuma ser chuvoso em vários trechos do litoral.
A tendência de precipitações reduzidas no leste nordestino deve continuar em agosto e setembro. No extremo norte do país, os volumes também devem ficar abaixo do normal em Roraima, no norte e noroeste do Amazonas, no Amapá e no norte do Pará.
Em Tocantins e no leste paraense, o predomínio deve ser de tempo seco, como normalmente ocorre durante o inverno. O cenário mostra uma estação marcada por contrastes: frio intenso no início, aumento de chuva em parte do país e risco de calor forte no fim do período.
Com a combinação entre massas de ar polar e influência crescente do El Niño, o inverno de 2026 deve exigir atenção tanto para quedas bruscas de temperatura quanto para episódios de chuva intensa e calor fora de época.
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